Até a DESO ficou sem água: companhia libera servidores mais cedo por falta d’água em Aracaju

Até a DESO ficou sem água: companhia libera servidores mais cedo por falta d’água em Aracaju

Se ainda havia alguma dúvida sobre o colapso do abastecimento em Sergipe, ela evaporou nesta segunda-feira (15). A Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO) — isso mesmo, a companhia da água — liberou seus funcionários mais cedo, encerrando o expediente às 13h. Motivo? Falta d’água.

A interrupção ocorre após a Iguá anunciar manutenção que deixou 26 bairros de Aracaju sem abastecimento. O detalhe tragicômico é que, no meio desse cenário, nem a própria DESO conseguiu funcionar normalmente. Quando até quem capta a água precisa fechar as torneiras, o recado está dado.

Se a DESO não tem água, imagine o cidadão comum. Porque a crise não se restringe à capital. Desde que a Iguá assumiu a concessão, a falta de água se espalhou por Sergipe como uma epidemia silenciosa: bairros inteiros, cidades do interior e comunidades vivendo à base de baldes, improviso e promessas.

As denúncias são públicas e recorrentes. O cantor da banda Unha Pintada recentemente gravou vídeo após passar uma semana inteira sem água em Simão Dias. Em Propriá, a população foi às ruas em protesto. Nas redes sociais, a reclamação virou rotina diária, enquanto a torneira insiste em cumprir greve permanente.

Agora, o símbolo máximo do absurdo: a DESO sem água. Um roteiro que dispensa metáfora.

Se até a companhia de saneamento não aguenta a própria realidade hídrica do estado, fica difícil exigir resiliência de quem depende do serviço para viver.