Prefeito Sérgio Reis se contradiz diz que não sabia quem cobrava na feira, mas afirma que proibiu a cobrança - a quem foi dirigida a ordem?
A nova declaração do prefeito Sérgio Reis sobre as cobranças irregulares e consideradas abusivas na feira livre de Lagarto reacendeu os questionamentos sobre o caso.
Nas últimas semanas, os feirantes denunciaram a coação para pagamento de taxas. Vídeos mostram o suposto cobrador acompanhado de funcionários da empresa Mania Segurança dentro da feira.
Em entrevista ao radialista Lucas Brasil, o prefeito afirmou que não sabia quem realizava a cobrança. Mas declarou que, ao tomar conhecimento, são tomadas providências para impedir a prática. Segundo ele, “não permitia que fosse cobrado”.
A declaração cria uma contradição direta. Se o prefeito não sabia quem cobrava, a quem foi orientado a ordem para que a prática cessasse? Toda autoridade administrativa pressupõe destinatários. Ao afirmar que interveio, fica implícito que houve comunicação com alguém responsável.
O próprio gestor já disse que não havia licitação nem contrato autorizando a exploração econômica da feira. Sem instrumento legal, nenhuma empresa ou particular pode cobrar no espaço público, reforçando a gravidade do episódio.
Há também suspeitas graves relacionadas à empresa de segurança. Procurado pela Regional SE, o proprietário negou ser serviço do município. Mas empresa de segurança não pode atuar em espaço público sem contrato formal. Já o radialista Lucas Brasil afirma ter impresso em que o empresário confirma atuar para o município. Se não houvesse contrato, a atuação era irregular; se havia, é preciso esclarecer quem autorizou.
O prefeito também sugeriu a abertura de uma CPI. A proposta já havia sido mencionada na Câmara Municipal de Lagarto pelo vereador Gordinho de Jorge da Laranja. Com a avaliação do Executivo, o próximo passo é que a base assine o requisito para que a comissão seja protocolada e instalada.
Reportagem @lucasbrasiloficial





Comentários (0)
Comentários do Facebook