Vereador de Aracaju aponta guerrilha virtual contra a prefeita Emília
O vereador de Aracaju, Lúcio Flávio, formado em jornalismo e marketing, utilizou suas redes sociais na noite deste domingo para comentar a frequência e a coordenação das críticas dirigidas à prefeita Emília Corrêa, primeira mulher a ocupar o cargo na capital sergipana.
Segundo o parlamentar, essas manifestações não seriam incidentais, mas parte de uma campanha articulada envolvendo personalidades da política e da comunicação de Sergipe, que reiteram diretrizes semelhantes nos mesmos períodos, reforçando narrativas sobre a prefeita e seu governo. Para Lúcio Flávio, a forma como essas críticas se repetem caracterizando uma “guerrilha virtual” contra Emília.
A prefeita construiu uma imagem sólida nas redes sociais, com elevado engajamento entre os usuários — aspecto reconhecido por profissionais da comunicação de todo o estado. Para o vereador, esse engajamento pode, inclusive, alimentar a intensidade das campanhas conjuntas, já que cada menção gera atenção, interação e aumento de seguidores.
Para além do debate levantado por Lúcio Flávio sobre a possível existência de uma milícia digital, há uma questão ainda mais profunda que precisa ser enfrentada: os limites e as responsabilidades do jornalista na comunicação política contemporânea. Como atuar diante de diretrizes sem involuntariamente, reproduzir ou reforçar narrativas que se aproximam de uma lógica de milícia digital? Onde termina o exercício legítimo do jornalismo — crítico, investigativo e plural — e começa o risco de integrar um processo de manipulação? Essas fronteiras, cada vez mais sutis no ambiente digital, desligam o profissional da imprensa um olhar atento, criterioso e ético, porque cada escolha editorial interfere diretamente na percepção pública e na própria qualidade do debate democrático.
A comunicação é um pilar fundamental da democracia e não pode ser deturpada nem instrumentalizada.





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