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Quase dois meses após o anúncio feito pela secretária municipal de Educação, Thaísa Mércia, os kits escolares que deveriam ser entregues em até 30 dias aos alunos da rede pública de Lagarto seguem sem chegar às mãos dos estudantes.
A promessa foi feita no dia 30 de janeiro, durante entrevista numa rádio local, com a garantia de distribuição dentro de um mês. No entanto, o prazo venceu, o calendário escolar avançou e, até agora, não há registro da entrega dos materiais.
O atraso foi levado à tribuna da Câmara Municipal nesta quinta, pelo vereador Gordinho de Jorge da Laranja. Durante o pronunciamento, ele denunciou o atraso e destacou a existência de um contrato de aproximadamente R$ 1,5 milhão para a aquisição dos kits, questionando a ausência de resultados práticos até o momento.
Segundo o que foi anunciado pela própria Secretaria, os kits foram organizados por nível de ensino. Para a Educação Infantil, o material inclui tinta guache, pincéis, papel e giz de cera, itens voltados ao desenvolvimento pedagógico das crianças. Já para o Ensino Fundamental – 1º ciclo, estão previstos cadernos, lápis, borracha, régua, caneta e apontador.
No 2º ciclo do Ensino Fundamental, além desses itens básicos, os kits também contariam com materiais específicos como esquadros e compasso, ampliando o suporte às atividades em sala de aula.
E esse não é um problema isolado. A rede municipal de ensino de Lagarto ainda enfrenta, até hoje, falta de professores em sala de aula, carência de profissionais de apoio e ausência de monitores para atender alunos atípicos, comprometendo diretamente a inclusão e o acompanhamento adequado dessas crianças. O acúmulo de falhas e denúncias transforma o início do ano letivo em um dos mais turbulentos já registrados no município nos últimos anos.





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