Chapa de Mitidieri chega à reta final com seu candidato número 1ao Senado no centro de uma ação de improbidade no RJ. Justiça bloqueou R$ 5 milhões em bens de Andre Moura
A chapa governista que Fábio Mitidieri apresenta ao eleitor sergipano na disputa pela reeleição chega à reta final da campanha tendo como um de seus principais nomes ao Senado um candidato que é alvo de uma ação de improbidade administrativa no Rio de Janeiro. André Moura, candidato do União Brasil e nome número 1 de Mitidieri para o Senado, está entre os investigados em um processo que levou a Justiça fluminense a determinar a indisponibilidade de até R$ 5 milhões em bens.
O caso envolve um contrato firmado em dezembro de 2023 com uma empresa de consultoria educacional para a aquisição de 6 mil licenças de software, ao custo unitário de R$ 399. O valor inicial ultrapassou R$ 2,5 milhões e, após a prorrogação do contrato até dezembro de 2025, chegou a mais de R$ 5 milhões.
Segundo o Ministério Público, a contratação ocorreu por adesão a um ato de registro de preços de um consórcio de Minas Gerais. O problema apontado pela investigação é que ata anterior é uma plataforma voltada para o reforço escolar, enquanto o contrato firmado no Rio tinha como finalidade capacitar gestores, técnicos e servidores públicos em finanças, orçamento e prestação de contas. Um laudo técnico concluiu que as diferenças de público, conteúdo e especificamente inviabilizavam a adesão.
A investigação também estabelece vínculos anteriores entre membros da secretaria e a empresa contratada. O sócio-administrador havia ocupado cargos na administração estadual sob a chefia de André Moura e posteriormente passou a integrar o quadro societário da empresa.
Moura classificou a decisão como absurda e afirmou que não foi citada nem notificada para prestar esclarecimentos. Sustenta que suas atribuições eram políticas e que não eram responsáveis pela ordenação de despesas. O candidato também imputou a ação a uma tentativa de tumultuar a reta final da campanha e ressaltou que uma medida cautelar não representa denúncias.





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